SIC 2026: conhecimento, debate e protagonismo em ação
No último mês, o Coleguium realizou mais uma edição da SIC – Simulação INterna dos Coleguium, na unidade Ouro Preto, em Belo Horizonte. A iniciativa, que integra o trabalho da área de Ciências Humanas, convida os estudantes pesquisarem sobre temas atuais e relevantes, assumindo diferentes papéis em debates, negociações e tomadas de decisões.
A experiência, que busca a aproximar conhecimento e prática, cria um espaço para que os alunos desenvolvam habilidades como argumentação, comunicação, pensamento crítico, protagonismo e escuta ativa, além possibilitar a ampliação o repertório e compreensão de diferentes perspectivas.
Para conhecer melhor este super projeto Coleguium e entender como ele contribui para o desenvolvimento dos estudantes, conversamos Cynthia Campos, supervisora de Humanidades. A seguir, ela como como a SIC surgiu e o que os alunos vivenciaram durante os dias de simulação em 2026.
Para quem ainda não conhece, o que são as simulações internas do
Coleguium?
A SIC (Simulação Interna do Coleguium) é um projeto da área de Ciências Humanas que recria ambientes de comitês inspirados em simulações diplomáticas. Nela, os estudantes assumem diferentes representações, debatem temas relevantes para a sociedade e vivenciam experiências de pesquisa, argumentação e tomada de decisão.
Como surgiu a ideia de trazer esse formato de simulação para dentro da escola?
A iniciativa foi inspirada em projetos de simulação diplomática, especialmente a MiniONU, da PUC Minas. A proposta foi adaptada para a realidade do Coleguium e, ao longo de quase uma década, tornou-se um dos principais projetos voltados ao protagonismo estudantil.
O que os alunos vivenciam durante uma simulação como essa?
Os estudantes participam de debates, negociações, construção de argumentos, defesa de posições e tomada de decisões diante de situações complexas. Dependendo do comitê, podem discutir conflitos internacionais, direitos humanos, biotecnologia, política nacional ou contextos históricos.
Quais são os principais papéis assumidos pelos estudantes e como eles se preparam para desempenhá-los?
Eles representam países, personalidades, instituições ou grupos sociais. Para isso, pesquisam o contexto histórico e político, identificam interesses, estudam o papel que irão desempenhar e constroem argumentos antes de participar dos debates.
Além dos conteúdos acadêmicos, quais habilidades os alunos desenvolvem participando de uma simulação da ONU?
A SIC desenvolve oratória, argumentação, pesquisa, pensamento crítico, escuta ativa, negociação, autonomia, confiança, repertório e senso de pertencimento. Como uma atividade como essa contribui para o desenvolvimento da argumentação, da comunicação e do pensamento crítico?
Durante os comitês, os estudantes precisam ouvir diferentes posições, responder questionamentos, defender argumentos, fazer contrapontos e negociar soluções. Esse processo fortalece a capacidade de comunicação e a construção do pensamento crítico.
De que maneira a experiência ajuda os estudantes a compreenderem diferentes pontos de vista e realidades?
O estudante nem sempre defende aquilo em que acredita. Ao representar outro país, personagem ou instituição, precisa compreender profundamente aquela perspectiva, exercitando empatia e análise de diferentes realidades.
Existe algum aprendizado que dificilmente seria alcançado apenas dentro da sala de aula?
Sim. Na SIC, os estudantes conduzem o processo de discussão, assumem responsabilidades reais e vivenciam uma dinâmica de debate que dificilmente é reproduzida com a mesma intensidade em uma aula convencional.
Qual é o papel do aluno durante a simulação? O quanto ele precisa pesquisar, se preparar e tomar decisões por conta própria?
O protagonismo começa antes dos dias de debate. Os alunos pesquisam, estudam o contexto do comitê, organizam seus argumentos, participam do planejamento quando integram o Secretariado e tomam decisões ao longo da simulação sem depender de um roteiro pronto.
O que você percebe de diferente nos alunos antes e depois de participarem de uma simulação?
Ao final da experiência, eles costumam demonstrar mais confiança, autonomia, repertório e interesse por temas políticos, históricos e sociais, além de um forte sentimento de pertencimento.
Você já presenciou algum momento em que um aluno surpreendeu pela forma como se posicionou ou conduziu uma discussão?
Sim. Uma das histórias marcantes foi a de uma aluna que tinha dificuldade para se posicionar nas discussões em sala de aula e, ao final da SIC, recebeu uma menção honrosa pela sua atuação durante os debates, revelando habilidades que ainda não haviam aparecido no cotidiano escolar.
Escrito por:
Izabela.dias