COLEGUIUM SOCIAL

TEXTOS

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MELHORES PRODUÇÕES DE TEXTOS

Série: 1º ano
Nome: Amanda Hassen
Profª: Juliana Araújo
Gênero Textual: Conto de fadas

Uma Princesa Sereia

Era uma vez uma princesa sereia chamada Amanda. Ela estava nadando no mar quando viu uma bruxa marinha.
A bruxa deu-lhe umas algas envenenadas que a fizeram desmaiar.
A bruxa levou a princesa sereia para uma torre alta no fim no oceano.
Um dia um príncipe do mar viu a torre e pensou que lá havia ouro. Quando subiu e entrou, ao invés de ouro encontrou a princesa sereia Amanda desmaiada.
O príncipe foi a farmácia e comprou um remédio para a princesa.
Amanda acordou e o príncipe falou:
- Quer casar comigo?
A princesa sereia disse:
- Quero!
E então eles se casaram e viveram felizes para sempre.

 

Série: 1º ano
Nome: Janaína Martins Vilaça
Profª: Eliza Figueiredo
Gênero Textual: Conto de fadas / Reconto com final diferente

Chapeuzinho Vermelho

Era uma vez uma menina chamada chapeuzinho vermelho. Um dia sua mãe pediu que levasse uma cesta cheia de coisas para a vovó, que estava doente.
Mas sua mãe falou:
- Chapeuzinho não vai pela a floresta, vai pela estrada...
Chapeuzinho Vermelho desobedeceu sua mãe e foi pela floresta cantando até que ela ouviu um barulho e viu um lobo mau que falou:
- Olá menina aonde você vai?
- Vou para a casa da vovó.
O lobo respondeu:
- Sabe a ponte? Então, por lá é o lugar mais perto.
O lobo tinha enganado Chapeuzinho e com isso ele chegou antes de Chapeuzinho na casa da vovó.
O lobo bateu na porta: toc, toc, toc.
A vovó respondeu:
- Pode entrar. E o lobo atacou a vovó.
Chapeuzinho chegou viu o lobo e a Chapeuzinho falou:
- Eu luto caratê. O lobo largou a vovó e saiu correndo e gritando como se fosse uma mulherzinha.
E assim, Chapeuzinho salvou a vovó das garras do lobo mau.

 

Série: 2º ano
Nome: Bruno Andrade Bastos
Profª: Nívea
Gênero Textual: Trova

O Gato Chato

Um chato gato
muito malvado,
comeu um rato,
que estava no meu sapato.

 

Série: 2º ano
Nome: Lucas Sávio do Prado Espírito Santo
Profª: Lívia Kariny
Gênero Textual: Poema

Um Amigo

Preciso de um amigo
que brinque comigo.

Um amigo bom
que goste de comer bombom.

Um amigo tranquilo
que não brigue comigo.

Um amigo verdadeiro
que não ligue pra dinheiro.

Um amigo que durante a minha vida,
Compartilhe
Sua comida e sua bebida.

Um amigo que nunca me abandonará.

 

Série: 3º ano
Nome: Maria Laura Rezende Lima de Oliveira
Profª: Lívia Vieira
Gênero Textual: Conto policial

O Sumiço dos Chifres

Em uma manhã ensolarada, quando Chapeuzinho entregava os doces, ouviu um grito, que saía as casa do Japeth. Ela resolveu ir até lá.
Chegando na casa do Japeth, ouviu ele cantando:
- Alguém roubou meus chifres! Quem será que foi?
Nessa hora Chapeuzinho disse para ele parar de cantar , se não, não ia ajudar ele. Ele parou na hora.
Chapeuzinho chamou a vovó, que chamou o Ligeirinho, que por sua vez chamou o lobo. Quando eles chegaram Chapeuzinho explicou tudo.
O lobo resolveu chamar o inspetor Pirueta, e todos concordaram.
Chegando na cada do Japeth, o inspetor Pirueta fez várias perguntas ao bode, e ele respondeu tudo cantando. Então, ele resolveu ver se o ladrão havia deixado alguma pista. Reparou várias. O ladrão gostava de doces, comia bastante chocolate e tinha um pé grande.
Investigou mais um pouco e viu a cama toda bagunçada, e falou:
- Isso é sinal que ele gosta de dormir !
- Ok! Achei outra pista! – Falaram juntas a vovó e a Chapeuzinho.
- Eu também achei um mousse pela metade. – disse o lobo.
- Eu termino de comê-lo! – gritou Ligeirinho.
A pista da Chapeuzinho era um gorro na geladeira e a pista da vovó, um machado embaixo da cama.
O inspetor Pirueta então disse:
- Está tudo esclarecido, o vilão é o lenhador, pois todas as pistas mostram isso.
Então, chamaram o lenhador e perguntaram por que ele tinha roubado os chifres, e ele respondeu:
- Eu peguei os chifres porque precisava de chifres para o meu teatro. E pediu desculpas por sua atitude.
Eles aceitaram as desculpas, mas falaram a ele que da próxima vez era para avisar que ia precisar dos chifres.

 

Série: 3º ano
Nome: Júlia Gobbo de Oliveira
Profª: Maria Sônia
Gênero Textual: Conto policial

Chapeuzinho, um novo conto

Um dia ensolarado, Chapeuzinho convidou o lobo e o lenhador para irem à casa da vovó. Eles estavam tirando foto do Franz, porque o lobo e o Ligeirinho, não desgrudavam do repórter depois do dia do sequestro do livro de receitas. Eles compraram novas máquinas fotográficas. Quando Chapeuzinho os encontraram disse:
- Ei pessoal! Vocês querem lanchar lá na casa da minha vó? Ela vai fazer “A receita mais gostosa do país”, que já venceu mais de 600 concursos e campeonatos de doces.
- Claro, por nós tudo bem ? disse todos ao mesmo tempo.
Quando chegaram lá, viram a casa desarrumada, Chapeuzinho gritou:
- Vó, cadê você?
Vovó gritou desesperada:
- Estou na cozinha, meu bem!
Todos foram correndo e viram que vovó estava louca, procurando algo. Ligeirinho perguntou:
- O que você está procurando?
- Estou procurando a receita mais gostosa do país.
- Olhe no livro de receitas ? disse o lobo.
- Não está lá, ela falou.
- Vamos ajudá-la a procurar ? disse Franz.
A casa ficou uma bagunça, chamaram o detetive Pirueta e o chefe Ursídeo com seu ajudante Bill Cegonha.
Quando chegaram já começaram a procurar. Pirueta foi na frente, o Ursídeo e Bill atrás e por fim Chapeuzinho, vovó, Franz, Ligeirinho e o lobo.

Foram seguindo as pegadas até uma caverna. Entraram discretamente. Escondido atrás de umas pedras e matos eles viram algo.... continuaram andando, quando de repente avistaram... Tommy, com a receita na mão. O urso e a cegonha iam seguí-lo para prendê-lo. Pirueta ficou com o resto da turma atrás da pedra. O Ursídeo voltou com o Bill e o Tommy nas algemas.

No dia seguinte, tudo voltou ao normal, o porco foi preso e a vovó convidou todo mundo, até o Ursídeo, o Bill e o Pirueta.Viveram felizes para sempre com o doce que a vovó Pocket prepara todos os dias.

 

Série: 5º ano
Nome: Isadora Fonseca Santos
Profª: Sandra Regina
Gênero Textual: Poema

Chapeuzinho Vermelho

Quando passeava
Pela floresta era tudo verde
Tudo colorido, as águas cristalinas,
O lobo mau queria me comer.

Mas agora, não há mais árvores
Não tenho coragem de ir para lá,
O lobo mau já foi extinto
A vovó já faleceu.

Quando caminho pela estrada
Tudo parece um calçadão
Não há mais verde
Tudo ficou na escuridão.

Antigamente tinha passarinhos
Hoje, urubus
Na minha terra não tem mais
Felicidade, só rancor.

Sem as árvores
Ficaram toquinhos prá gente se sentar
Na minha terra não tem mais palmeiras
Para o sabiá poder cantar.

Meu nome é Chapeuzinho
Todos devem conhecer
Para a cidade quero mudar
Porque aqui, não tem jeito de viver.

 

Série: 5ª ano
Nome: Lívia Corrêa Ramalho
Profª: Diolina
Gênero Textual: Poema

A Triste Mudança

Nessa linda floresta,
havia pássaros e flores,
diversas borboletas,
de muitas cores

Mas um dia,
O lenhador cortou,
as arvores da floresta
e tudo se acabou

O devastador,não se lembrou
nenhuma árvore replantou
agora,está assim,
as árvores viraram toquinhos,
nesta devastada floresta,
não há mais passarinhos

Para onde será que foram todos?
tiveram que fazer uma triste mudança,
porque nessa floresta
não tem mais esperança.

 

Série: 6º ano
Nome: Pedro Henrique Rodrigues Nogueira
Profª: Solange Catarina
Gênero Textual: Notícia

Uma maneira divertida de estudar

No dia 11 de agosto, o Coleguium lançou uma grande novidade: as casas estudantis. Elas envolvem os alunos do fundamental II até os do segundo ano do ensino médio. No total são seis casas com os seguintes nomes: Apolo, Ares, Aquiles, Hércules, Perseu e Poseidon.

A abertura do evento foi anunciada pela diretora Geth que distribuiu as camisas e explicou os procedimentos. Não há dúvida que será uma grande competição e envolverá inteligência, habilidade, humildade e também será um meio de motivação para os alunos.

Após toda a divulgação os alunos foram para a quadra e começaram algumas competições esportivas. Nos dias 13 e 14 de setembro no CEU (Centro Esportivo Universitário) acontecerão outras competições, nos Jogos da Independência, o JIN. A empolgação dos alunos é grande, já que serão envolvidos vários esportes e eles poderão se divertir no clube e aproveitar bem os dois dias.

Mais uma vez a escola lança um belo projeto que empolgou a todos.

 

Série: 6º ano
Nome: Marcela Senna Maia
Profª: Cíntia Combat
Gênero Textual: Escrever uma reportagem baseada em depoimentos de adolescentes sobre a temática

Adolescer dói

Na fase de crescimento, principalmente da pré-adolescência há uma polemica. A atitude é de criança ou de adulto? Às vezes essa indecisão dos adultos traz certos problemas.

“Sou mãe de 2 filhos, acho que para certas atitudes eles já conseguem ter maturidade, para outras, no entanto, eles não têm um pingo de discernimento, são crianças.” (Laura, 35 )

Argumentos assim têm que ser explicados para os filhos, para que não se crie uma insegurança ou atrapalhe o desenvolvimento e o relacionamento familiar.

Uma pesquisa realizada recentemente mostrou que a grande maioria das pessoas considera adolescentes de 11 anos como crianças, outro tanto as consideram como pré-adolescentes e a minoria como adolescentes.
Essa fase de pré-adolescência para a adolescência muitas das vezes não é bem vivida pelo pais, que culpam os filhos por tudo e por nada.

Tem que ter limite em tudo, só que de maneira clara, para que assim todos sejam compreendidos. Afinal, está em transição e bem significativo, tanto para os pais, quanto para os filhos. E atingir a maturidade muda tudo.

 

Série: 6º ano
Nome: Ana Luiza Romaneli da Silva
Profª: Cíntia Combat
Gênero Textual: escrita de uma reportagem sobre a violência – O Brasil anda com medo de tanta violência.

A Violência Atual

A violência atual ocorre muito nas favelas. Como as pessoas se previnem? E quem são os mais afetados?
No mundo de hoje, a violência esta em alto índice e onde ocorre com mais freqüência e nas favelas. Em geral, nesses lugares as famílias estão em condições precárias e para conseguir dinheiro usam a violência.

Para se prevenir as pessoas evitam ficar nas ruas a noite e instalam cercas elétricas e as vezes algumas câmeras. Portões fortes e grades nas janelas e portas.

Os mais afetados são os trabalhadores que ficam nas lojas a noite. Muitos param de trabalhar por medo de morrer.
O governo muitas vezes promete mais fiscalização nas ruas e depois a situação continua sempre a mesma.
Nas penitenciarias, a violência e ainda maior, há discussões, brigas e ameaças nas celas e fora delas, o que faz com que muitos presos morram e nem se recuperem para voltar a sociedade.

Resumindo, a violência esta por todos os lados e o Brasil anda com medo da violência.

 

Série: 7º ano
Nome: Tiago Luiz Barbosa da Costa
Profª: Elizabeth Taborda
Gênero Textual: Produza um RELATO PESSOAL obedecendo ao título.

Um Grande Amigo

A pessoa de quem eu escreverei, acho que muitas pessoas não farão o texto sobre ela, talvez eles escreverão sobre amigos “próximos”. Já eu falarei sobre o meu MELHOR AMIGO.

Esse amigo eu carrego comigo desde a minha infância, ele é aquele que me apoia, me ajuda, me adora, etc. Por tudo isso, eu tenho a certeza que ele é o meu maior amigo, não existe na minha vida outra pessoa com quem eu possa compará-lo.

Nos momentos difíceis poucos amigos ajudam, poucos mesmos, mas não ele que sempre está ao meu lado pronto para me ajudar. Como no ano passado, por exemplo, que custei para chegar onde estou hoje (7º ano). Eu precisava de notas e ele nunca parou de acreditar em mim, e foi assim que eu consegui: na última etapa eu estava precisando de 10 pontos em uma determinada disciplina e ao final dessa etapa fiquei com 10,25 pontos.

Ele sempre me dá tudo do bom e do melhor, claro, dentro de suas possibilidades. Eu amo essa pessoa, assim como sei que ela me ama também. Poucas pessoas do meu convívio a conhecem pelo nome: Hermes.
Essa pessoa de quem escrevo é MEU PAI, um grande amigo, meu melhor amigo.

 

Série: 8º ano
Nome: Débora Franca
Profª: Elizabeth Taborda
Gênero Textual: pedir a um dos candidatos à presidência da república que lutem pela independência dos menos favorecidos.

Belo horizonte, 03 de setembro de 2010

Cara candidata Dilma Rousseff,

Estamos próximos ao feriado de 07 de setembro, um dia que hoje não faz muito jus ao seu nome: Dia da “independência”, já que nosso país, tão grande e belo, possui tantas diferenças sociais. Muitos brasileiros não gozam dessa independência e acho que esse deveria ser o ponto de partida de seu plano de governo.

É inegável que o governo Lula já fez muitas melhorias para o Brasil e como continuação do trabalho feito por ele, pense principalmente nas classes menos favorecidas. Mesmo não tendo idade suficiente para votar, gostaria de ressaltar alguns pontos que acho importante para seus projetos futuros. Dê prioridade à construção de casas populares em lugares seguros para que a população mais carente não sofra tanto nas épocas de chuva; melhore o sistema de saúde e educacional, e principalmente, possibilite a criação de empregos, pois, é por meio do trabalho que um homem se torna realmente independente.

Prezada candidata, claro que não é fácil fazer tudo isso, mas com vontade, trabalho e determinação aos poucos esses objetivos serão alcançados e viveremos em um país mais justo e digno. Há 188 anos, D. Pedro, erguendo sua espada, afirmou: Independência ou morte. Na eleição deste ano, vale a pergunta: a senhora está disposta a lutar pela independência dos brasileiros menos favorecidos? É isso que o povo brasileiro espera do novo presidente da república.

Atenciosamente,

Débora Franca

 

Série: 9º ano
Nome: Alexandre Mourthé Vianna
Profª: Elizabeth Taborda
Gênero Textual: A partir da sinopse abaixo, produza o primeiro capítulo de um romance.

Adios, Baby

René Manhãs é um policial metódico, cartesiano, fracassado, leitor de Raymond Chandler e fã incondicional de Marlowe. No apagar das suas poucas luzes, tropeça com o cadáver que mudará a sua vida, dando-lhe, enfim, a oportunidade de resolver o "caso" da sua malfadada carreira. Em pouco tempo, graças ao destino e à sua vontade de fazer a prova das provas que acumula, desvenda uma extraordinária rede de tráfico internacional.

Autor: Silva, Juemir Machado da / Editora: Sulina

Meu nome é René Manhãs, sou o fruto de uma carreira policial fracassada. As pessoas dizem que sou metódico, cartesiano. Dizem também que devo ter algum tipo de distúrbio psicológico, talvez eu tenha, mas nunca percebi nada de esquizofrênico em mim. Resumindo eu sou “demais”.

Em uma sexta-feira, precisamente no dia 11 de julho de 2009, eu estava lendo Raymond Chandler em minha humilde casa, quando ouvi um barulho estranho. Não achei que fosse importante e fui em direção ao meu quarto, pela janela observei que havia algo estranho no quintal do vizinho. Após olhar para “aquilo” por algum tempo, constatei que, para meu horror, era um cadáver humano.

Liguei para a polícia e fui investigar a cena do crime. Quando os policiais chegaram, eu disse a eles que só os deixaria ver o corpo se me recontratassem com investigador. Afinal eu estava desempregado e essa era a hora certa para negociar meu retorno à corporação.

E foi assim que eu voltei à ativa. Mal consegui acreditar que havia uma chance para tentar consertar os erros do passado. Voltando ao meu estado de normalidade, ajudei a polícia a examinar todo o local. Quando olhei ao redor da cena, vi uma leve deformidade na grama, me aproximei e vi então o que passaria despercebido por todos: um dracma de ouro e uma carta de baralho, a carta era de um rei de espadas, mas a cabeça do rei fora trocada pela de um polvo. Nesse momento, percebi que havia em minhas mãos muito mais que um simples homicídio.

 

Série: 1ª do Ensino Médio - Regular
Nome: Lara Vieira Ladeira Coimbra
Prof: Lucas Marquesini
Gênero Textual: Um conto contendo os seguintes elementos: uma estrada de terra, um cachorro preto e uma noite de lua cheia.

Uma estrada de terra. Um cachorro preto. Uma noite de lua cheia. Batista e Rileno empunhavam seus lampiões e espingardas, adentrando a escuridão. Bastava um latido ou qualquer movimento suspeito nas moitas para começar o tiroteio. O cão farejava freneticamente enquanto os peões conversavam:
- Ôh Batista!
- Que é homem? Tô vigiando aqui.
- Você acha que o bichinho tá indo ao lugar certo?
- Deixe de besteira Rileno! O pobre animal já agüenta ser de Branco sendo que pé preto, então ele sabe seguir cheiro de onça.
- Ah compadre... Acho que não tenho peito para matar onça não.
- Que frescura é essa?
- A Maria virou almoço, não é difícil a gente virar sobremesa.
- Mas que droga! Maria era só uma vaca! Agora fique calado que a desgraçada não mata mais nenhuma vaca.
De repente, o cachorro balançando o rabo parou em cima de uma poça de lama. Rileno tremeu inteiro, mas foi verificar. Batista deu um bocejo e apoiou-se em sua arma. Uma brisa quente ocupou o espaço:
- Estamos perdidos Batista! É um monstro!
- Exagera não Rileno! Nem o Branco tá com medo...
- A pegada é do tamanho da minha mão!
- Silêncio!
Um rugido silenciou os dois e fez o cão fugir quase que imediatamente. Os lampiões caíram no solo reduzindo a área iluminada. As espingardas foram destravadas. A vida dos caipiras estava nas mãos de Deus. O medroso Rileno apenas virou-se de frente ao companheiro, mantendo a distância deslocada. Ainda calmo Batista respirou fundo e apontou sua arma para frente. Acompanhou com os olhos dois pontinhos brancos e brilhantes:
- Ela tá perto Batista... Tô sentido . – sussurrava – Não quero morrer, meu casório é semana que vem! Não posso morrer, oh Padroeira minha!
- Fecha o bico! – soprava Batista – Deita no chão Rileno, a bicha tá bem atrás de você!
- Me salva Senhor! – gritou, jogando-se no chão.
- Peguei! – o tiro ecoou sob o luar.
A bala acertou o peito do animal e isso foi suficiente para tirar-lhe a vida. Largaram o corpo pintado a beira da estrada de terra e voltaram aliviados para casa. A fazenda estava salva, mas o proprietário precisava se virar com o Ibama. Vaga-lumes piscavam e um sapo coachava por perto:
- Ôh Batista!
- Dá paciência Nossa Senhora...
- Um “treco” mordeu meu dedo.
- Cale a boca Rileno! Cansei!
- Mas é o que eu vou por a aliança semana que vem.
Mais uma chorada e a Terexeuda não vai ter marido nenhum, nenhum!

 

Série: 1ª do Ensino Médio - Integral
Nome: Maria Daniela Donoso
Prof: Lucas Marquesini
Gênero Textual: Uma página do diário da secretária, em que ela manifesta uma visão crítica em relação ao comportamento do empresário.

Querido diário,

Hoje foi um dia quase como qualquer outro. Acordei, como sempre às seis horas, tomei o café, me aprontei e fui para a firma. Como o trânsito estava tranqüilo, não demorou muito para chegar lá.

Assim que entrei na secretária, o gerente da empresa cumprimentou a todos rapidamente e entrou em seu gabinete. Gostaria de saber qual era o motivo de sua pressa, mas, como isso não era assunto meu, resolvi me concentrar nas minhas tarefas.

Praticamente nem vi o tempo passar. Já eram 10 horas quando o gerente me pedia para marcar uma reunião com um empresário turco para segunda-feira, às 15 e 30. Mal disse que ela já estava marcada, e o gerente saiu apressado.
Durante o almoço, uma colega comentou que o gerente iria realizar algumas negociações. Torci para que elas fossem bem sucedidas, pois quando ocorre o contrário, ele fica completamente mal-humorado. O problema é que ele desconta sua raiva em nós, empregados, como se tivéssemos culpa de que ele não conseguiu lucrar.
O resto da tarde foi normal, apesar de saber que o gerente demitiu um funcionário da empresa. Não sei qual foi o motivo de sua demissão, mas espero que ele não fique desempregado por muito tempo.

Consegui terminar tudo o que eu tinha para fazer um pouco antes de meu turno acabar. Logo que voltava para casa, vi um vendedor de balas na rua com uma cara bem desanimada. Pelo jeito suas vendas não foram tão boas como as que o gerente realizou. Contaram-me que ele obteve lucros.

Fico feliz de não ser empresária, afinal eles dependem de um mercado consumidor para obterem dinheiro. Por outro lado fico chateada de ver as desigualdades sociais existentes. Enquanto existem pessoas que passam fome, há empresários que ganham muito dinheiro.

Vivemos em um país completamente capitalista, cujo desejo de todos é só lucrar. Vejo que o emprego de gerente de alguma firma é bastante estressante, mas, se é possível obter bastante dinheiro com ele, nada mais importa. Em nossa sociedade, caro diário, podemos contradizer aquele ditado, dizendo que o dinheiro, realmente, traz felicidade.

 

Série: 2ª do Ensino Médio - Regular
Nome: Matheus Barbosa de Mello 
Prof: Lucas Marquesini
Gênero Textual: Leia este texto:

VIOLÊNCIA NAS ESCOLAS BELO-HORIZONTINAS

O Centro de Estudos de Criminalidade e Segurança Pública divulgou, em 2004, os seguintes dados de pesquisa a respeito da violência nas escolas:
• 67,5% dos alunos entrevistados já viram ou ouviram falar de pessoas quebrando janelas, fazendo arruaça ou tendo comportamento de desordem dentro da escola;
• 27,8% dos alunos já viram ou ouviram falar, pelo menos uma vez, de pessoas armadas dentro da escola;
• 36,2% dos alunos já viram ou ouviram falar de pessoas vendendo drogas nas escolas;
• 52,6% dos alunos já viram ou ouviram falar de criminosos ou bandidos na escola;
• 47% dos alunos já viram ou ouviram falar de alunos sendo assaltados.

http://www.fundep.ufmg.br/homepage/cases/436.asp Acessado em 20 jun. 2005. (Texto adaptado)

Considerando os dados desse texto, REDIJA um manifesto contra a violência como fator que compromete o aprendizado nas escolas.

Manifesto contra a violência nas escolas

Hoje no Brasil temos diversos problemas governamentais que prejudicam a população e não é segredo para ninguém que um deles é a falta de investimento de gradenza suficiente na educação, mas o que muitos não sabem é a tamanha necesidade do governo se dispor a mudar esta realidade o quanto antes.
Mesmo o nosso país tendo variados assuntos nos quais o governo falha, focaremos neste manifesto na falta de segurança das escolas, ou melhor, dizendo, no alto índice de violência que a população sofre até na sala de aula ao tentarem estudar.

Como um fato presente na nossa realidade, a violência consegue invadir aquela proteção imaginária que todo pai e toda mãe têm, de que se o seu filho está numa escola está também protegido. É, de verdade, um absurdo a tamanha falta de preocupação daqueles que se dizem autoridades ao verem e saberem que é impossível uma criança aprender alguma coisa se está com medo, se foi ameaçada, e ainda não fazerem nada para acabar com isso.
Como esperam que o nosso país possua bons profissionais no futuro, que gerarão o desenvolvimento de sua nação, se na hora de aprender o básico na escola, este adulto foi ameaçado, conviveu com armas, com bandidos e com o medo? Escola é lugar para estudar, e não para negar drogas oferecidas todos os dias. Escola é o momento do dia para se fechar do mundo lá fora, seja num bairro nobre ou na favela, e se focar em aprender, se tornar um bom cidadão ( o que é impossível com o convívio com traficantes e assassinos).
E é por esta realidade que peço para todos, desde os pais que tem filhos que sofrem com estes problemas até os que agora não sabiam desta falta de vergonha do governo em não solucionar o problema, a se revoltarem, peço-os para reivindicar seus direitos e o de seus filhos, que é a educação, e não à violência. Juntos podemos mostrar para os dirigentes deste país que conhecemos nossos direitos e lutamos por eles, e que não vamos sossegar até esta violência sair pelo menos da sala de aula.

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