1996 | IMPLEMENTAÇÃO DO ENSINO ESTRUTURADO

Em 1996, houve uma queda no número de alunos matriculados. Os 482 do ano anterior caíram para 409, uma queda de 18%. Essa mudança foi vista como um sinal de alerta que alguma coisa estava errada.

Avaliamos que um dos problemas era a pouco credibilidade do nosso trabalho, considerando que não adotávamos livros didáticos e o material que utilizávamos tinha muitas falhas. Uma ideia que vinha se configurando, desde a implantação do setor de material didático, se mostrou um caminho. Definimos que o nosso trabalho seria minuciosamente planejado e registrado, para que fosse aperfeiçoado a cada ano. Tratava-se de uma mudança radical, pois passaríamos a desconsiderar do princípio de que os centros de interesse deveriam surgir do grupo. A ideia, agora, seria fortalecer o papel dos professores. Registrando toda a nossa prática, estaríamos dando-lhe um formato de projeto de trabalho. O setor de diagramação cuidaria da programação visual e os professores fariam o constante aperfeiçoamento do trabalho.

Esse ano também foi muito difícil, pois o supermercado Carrefour havia nos procurado, interessado em comprar o terreno para a instalação de mais uma loja. As negociações se arrastaram durante todo o ano e, apenas em dezembro, decidiram pela compra do imóvel. É claro que a insegurança sobre o destino da escola já era muito grande, o boato era que a escola seria fechada, simplesmente. Mesmo na incerteza da venda, tivemos de investir na criação do projeto para um novo prédio e buscar alternativas para dar continuidade ao trabalho durante a fase de construção.

Antes de terminar as aulas, o projeto do novo prédio, feito pelos arquitetos e pais dos alunos Luis e Ana Stefani, foi apresentado à comunidade escolar.

Junto com o fechamento do antigo prédio, fizemos a formatura da nossa primeira turma de Ensino Médio.