1992 | IMPLANTAÇÃO DO ENSINO FUNDAMETAL 2

Julgamos que estava na hora de iniciar um novo desafio, a implantação do Ensino Fundamental II, seguindo a mesma linha já adotada no Fundamental I. Optamos por abrir as turmas de 4ª, 5ª e 6ª Séries, dando início à ocupação da escola no turno da manhã. Foi uma decisão ousada, mas o desafio da continuidade era, por demais, tentador. Assim como havia acontecido com o Infantil e Fundamental I, achamos que aplicar os princípios construtivistas seria o caminho mais acertado para a implantação desse projeto. Incentivamos a substituição de livros didáticos pela liberdade do professor em planejar e criar, sem as amarras dos livros didáticos, alcançaríamos ótimos resultados, com uma escola livre e aberta, em que o aluno estudasse não pelas notas, mas pela vontade de aprender.

Esse caminho, com o passar dos anos, se mostrou equivocado, pois percebemos que estávamos atingindo apenas um público pouco envolvido. Mas, no momento, se mostrava como o melhor caminho e, assim, formamos nossas primeiras turmas, uma 5ª Série com cerca de 10 alunos e uma 6ª Série, com quatro. Pela primeira vez estávamos contratando professores com um perfil de especialistas em suas áreas.

Foi também nesse contexto que optamos pela mudança do nome da escola que deixa de se chamar “Oficina” e passa a se chamar “Collegium”, palavra de origem latina, mais adequada ao novo segmento e que transmitiria a idéia de seriedade e compromisso com os estudos e a cultura.

Ao final do ano, tínhamos 232 alunos, distribuídos em 13 turmas e pela primeira vez, fizemos uma formatura de 4ª Série.